Candidatos escondem “prompts” no currículo para enganar IA
Cerca de 70% das empresas brasileiras já usam IA em etapas de recrutamento, segundo levantamento da Pandapé com a Adecco. Com a triagem automatizada, alguns candidatos passaram a tentar influenciar essas ferramentas por meio de “injeção de prompt”, inserindo comandos ocultos no currículo para que modelos de linguagem avaliem o candidato melhor. A pesquisadora da Universidade Stanford, Ya’el Courtney, relatou ter encontrado textos quase invisíveis (letras minúsculas ou em branco sobre fundo branco), mas o resultado não foi a eliminação automática: os prompts acabaram tratados como “campo desconhecido”, enquanto o problema maior foi o envio de cartas genéricas.
A prática levanta um alerta para quem usa ATS e modelos de IA na seleção: se a ferramenta não separar bem instruções do conteúdo do candidato, comandos escondidos podem ser interpretados como orientações válidas. Na prática, isso reforça a necessidade de proteções contra manipulação de prompts e de validações mais robustas na leitura e no resumo de currículos.
Canaltech
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