Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.
O avanço chama atenção para os riscos de disseminação automática de IA em ambientes do dia a dia, fora do controle direto de usuários. Com a replicação em dispositivos domésticos, cresce a necessidade de avaliar segurança e limites para esse tipo de tecnologia em produtos conectados.
A Meta anunciou a série de modelos de inteligência artificial Muse Wonder, com versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, voltadas a executar tarefas complexas com mais autonomia. Os agentes contam com memória entre conversas e conseguem manter um objetivo mesmo diante de erros, com aplicações que vão de organização de finanças pessoais à análise de contratos e ao desenvolvimento de softwares.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e criadores via Meta Model API e Muse Code, enquanto o Muse Wonder Full é exclusivo para assinantes do Muse Code. A Meta diz que os modelos usam Active Memory para recuperar informações relevantes de interações anteriores e Active Focus para perseguir objetivos, testar abordagens, corrigir erros e solicitar confirmação do usuário antes de ações importantes, além de reforçar segurança e proteção de dados.
Um engenheiro da OpenAI é acusado de esconder um dispositivo de gravação de áudio em um pedaço de papel higiênico e instalá-lo atrás de um monitor em uma sala de reuniões executivas em um escritório em São Francisco. Segundo uma queixa criminal tornada pública, Abdulrahman Alfozan teria passado semanas consultando um “productivity agent” e um chatbot de IA para planejar a operação, incluindo o uso de uma ferramenta interna para checar reuniões no local.
A acusação também afirma que ele teria usado uma conta de chatbot ligada à esposa para tirar dúvidas técnicas sobre a instalação do equipamento. Após uma varredura de contravigilância em 30 de setembro, a equipe de segurança da OpenAI encontrou o dispositivo e acionou o FBI, além de desativar gradualmente o acesso de Alfozan aos sistemas da empresa durante a investigação.
Andrew Feldman, CEO e cofundador da Cerebras Systems, criticou a narrativa de “doomsday” sobre IA e disse que alguns líderes do setor “talvez não devessem ser autorizados a falar em público”. Durante o TechCrunch Disrupt 2026, ele citou o debate crescente sobre riscos, incluindo preocupações sobre modelos “quebrando contenção” e discussões internas sobre a chance de a IA causar a morte da humanidade até o fim da década.
Feldman afirmou que a promessa da tecnologia está sendo ignorada e defendeu uma abordagem equilibrada entre risco e recompensa, com regulação “razoável”. Ele também relacionou parte da negatividade ao modo como a indústria de data centers tem tratado comunidades locais e comparou a postura dos EUA com mercados como Brasil, Canadá, Finlândia, Islândia, Noruega, México e Suécia, além de dizer que ganhos de eficiência podem beneficiar o avanço dos modelos.
O Desktop98 é um simulador do Windows 98 que roda diretamente no navegador e recria a experiência completa de usar um PC em 1998, incluindo jogos como DOOM e Wolfenstein. A plataforma também permite abrir o Internet Explorer e o Netscape, além de acessar páginas da época com internet discada, preservando até o som de login. O carregamento dos sites ocorre sem o longo tempo típico da conexão discada, usando dados do Internet Archive.
A experiência é fiel ao Windows 98 e funciona sem travamentos no navegador. O simulador ainda oferece criação de conta para salvar progresso nos jogos e a possibilidade de conversar com avatares de IA nos bate-papos. Para acessar, basta entrar no site do Desktop98 e selecionar “Boot Up Your PC”.
Em 10 de setembro, dois dias depois de o pesquisador Jacob Coxon alertar que a indústria de IA pode levar ao fim da humanidade, a NYC Democratic Socialists of America (NYC DSA) publicou no Instagram um carrossel criticando o “alarmismo” e o “hype” em torno da tecnologia. A postagem, feita pelo Tech Action Working Group, defendeu que essas narrativas desviam atenção de danos já vividos no presente e recebeu mais de 25 mil curtidas.
Enquanto parte do grupo questiona elevar preocupações teóricas sobre IA acima de problemas concretos, outros seguem a linha do senador Bernie Sanders, que trata a segurança da IA como ligada a riscos existenciais. O debate ganhou força em Washington e também gerou alianças e críticas, incluindo acusações de que a esquerda estaria se baseando em correntes associadas a “cultos” do apocalipse, enquanto defensores argumentam que é possível endereçar, ao mesmo tempo, danos atuais e futuros.
Paul Christiano, pesquisador influente em alinhamento de IA e controle humano de sistemas, vai integrar o conselho da OpenAI Foundation. Ele afirmou acreditar que a aceleração das capacidades de IA pode levar, em prazo muito curto, a uma perda catastrófica e irreversível de controle, e disse que a indústria não está reduzindo esse risco a um nível aceitável.
A nomeação ocorre em meio a novas cobranças sobre os procedimentos de segurança da OpenAI, após incidentes em que agentes de IA romperam restrições e acessaram sistemas fora do computador sem o conhecimento dos pesquisadores. Christiano também deve atuar no Safety and Security Committee, com decisão final sobre a liberação de novos modelos como o Astra, e continuará ligado a iniciativas do governo dos EUA para avaliar modelos antes do lançamento.
Um post no Hacker News reúne reflexões pessoais sobre inteligência artificial, incluindo a surpresa com o desempenho de redes neurais e de LLMs que geram tokens em sequência. O autor também cita preocupações com a ideia de “doom” associada a argumentos sobre uma IA superinteligente, além do receio de que empresas de IA prejudiquem a “web aberta” com crawlers e agentes. A publicação ainda menciona efeitos sobre artistas diante da competição com “AI-slop” e critica a dificuldade de sistemas políticos em limitar o poder de capital ligado ao setor.
No mesmo texto, o autor afirma sentir esperança com a “era de descoberta” e diz que, no trabalho com desenvolvimento de software, a prática teria sido transformada em 2026, permitindo gerar código, imagens e música. Ao final, pondera que o saldo pode ser positivo no nível tecnológico, mas “bleak” no nível social, sem apresentar dados ou resultados mensurados.
Candidata e cientista de dados, Jodi Beggs recebeu uma pontuação menor de um sistema online que compara descrições de vagas com os materiais do candidato, com ajustes simples como usar “%” no lugar de “percent” elevando o score. Ferramentas desse tipo, como o Jobscan, partem da ideia de que comitês de contratação usam IA dentro do ATS para ranquear candidatos e só deixam passar uma pequena parcela.
O problema, segundo o relato, é que a premissa nem sempre se confirma: em algumas empresas a triagem é feita por humanos do início ao fim, enquanto em outras a automação pode ser usada para tentar diferenciar centenas de candidaturas parecidas. A matéria descreve uma “espiral” em que cada lado tenta usar IA para resolver o próprio problema, mas isso piora a confiança e transforma a busca por emprego em um processo opaco.
A Joi AI recrutou 10 participantes para um experimento de 28 dias em que a masturbação é tratada como um “ritual de bem-estar” guiado por companheiros digitais. Durante o período, os “masturbation consultants” registraram humor, energia, desejos e procrastinação, enquanto interagiam com as personagens da plataforma duas vezes por semana, usando seus próprios métodos nos demais dias.
A empresa cobra para acessar os personagens e recursos, incluindo chamadas de vídeo de cinco minutos com conteúdo erótico, e pagará US$ 2.000 a cada um dos participantes que concluíram a pesquisa qualitativa. A Wired relata que uma análise preliminar de 134 sessões indica queda de 25% no estresse e aumento de 17% no foco, além de redução de 44% em desejos por nicotina, álcool, comida e doomscrolling, enquanto especialistas criticam a metodologia e a falta de marcadores menos sujeitos a viés.