Policiamento preditivo com IA em câmeras: alertas e riscos à privacidade
Câmeras de segurança com inteligência artificial já são usadas no Brasil por empresas para identificar comportamentos suspeitos e apoiar o combate a crimes antes que aconteçam. A tecnologia, chamada policiamento preditivo, analisa imagens para detectar situações fora do padrão, como permanência prolongada em um mesmo local, e gera alertas sem agir sozinha. O sistema é treinado com cerca de duas semanas de análise para formar uma base de dados e, segundo o texto, não identifica rosto nem características físicas.
Apesar do interesse do setor privado, especialistas destacam preocupações com ausência de regulação e risco de vigilância de pessoas que não cometeram delitos, além de possíveis vieses. O Brasil não tem uma lei específica para policiamento preditivo, mas a LGPD trata do uso de dados sensíveis e uma portaria de 2025 permite uso de IA com revisões humanas. Um projeto de lei em tramitação prevê que sistemas de alto risco adotem supervisão humana, avaliação de impacto, direito à explicação e medidas para evitar discriminações.
Olhar Digital
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