A Spotify ampliou o uso de desenvolvimento assistido por IA e mais que dobrou as mudanças mensais mescladas, de cerca de 8.100 para 17.000 ano a ano em agosto. Com o aumento do volume de alterações nos sistemas de produção, a empresa ajustou controles de qualidade e confiabilidade para lidar com a nova escala.
A companhia opera quase 3.000 serviços de produção para 777 milhões de usuários ativos mensais e relata desafios em processamento de conteúdo, automação de frota e capacidade de computação. Entre as respostas estão melhorias em monitoramento e testes, salvaguardas de rollout e capacidade de rollback, além da adoção do Honk, um agente de codificação em background que executa o Claude via Agent SDK em pods no Kubernetes.
Pesquisadores apresentaram na conferência KDD o estudo “GEO: Generative Engine Optimization”, voltado a melhorar a visibilidade de conteúdos nas respostas de mecanismos generativos. Nos testes descritos, intervenções específicas aumentaram a presença em até 40%, variando conforme o tema pesquisado.
O movimento é comparado ao SEO, mas com uma diferença: ao perguntar a uma inteligência artificial, muitas vezes o usuário recebe uma resposta pronta em vez de uma lista de opções. O texto destaca ainda como a construção de um “rastro público” — entrevistas, artigos, participações e fontes — pode influenciar o que sistemas como os buscadores associados ao ChatGPT encontram e citam, exigindo que assessorias e relações públicas considerem como esses dados são lidos e organizados.
A Starlink já permite que celulares se conectem diretamente aos satélites por meio da tecnologia Direct to Cell, sem a antena usada no serviço residencial. A proposta evoluiu de mensagens de texto para acesso a dados e chamadas via aplicativos, com operação feita em parceria com operadoras de telefonia que disponibilizam parte das frequências.
No Brasil, Vivo e Starlink participam de um ambiente experimental autorizado pela Anatel, com permissão válida até abril de 2029, mas ainda sem oferta comercial ampla. Enquanto isso, a SpaceX recebeu autorização da FCC para implantar até 15 mil satélites de nova geração, com novas frequências para ampliar cobertura e capacidade, inclusive em ambientes internos, aproximando a tecnologia de serviços móveis mais avançados.
Escolher um Android intermediário em 2026 ficou mais difícil, com preços que chegam a R$ 7.000 e uma lista que inclui Jovi V70 (cerca de R$ 3.000), Motorola Edge 70 Pro (de R$ 3.200 a R$ 4.500), Oppo Reno 16 (de R$ 5.000 a R$ 7.000), Realme 16 (R$ 2.400) e Samsung Galaxy A57 (de R$ 2.100 a R$ 2.400). Os aparelhos foram enviados por empréstimo pelas fabricantes e serão devolvidos, e a Xiaomi não enviou o Redmi Note 17 Pro Max para participar do comparativo.
No teste, o Jovi V70 se destacou na bateria, chegando a 27h15, e chamou atenção pela câmera principal de 200 MP, enquanto o Moto Edge 70 Pro liderou no desempenho geral e manteve a melhor avaliação gráfica, além de ter tela de 144 Hz e 12 GB de RAM. O Galaxy A57 ficou com a melhor relação custo/benefício e o melhor peso do grupo (179 g), mas teve a menor bateria (5.000 mAh), e o Oppo Reno 16 foi apontado como menos vantajoso pelo preço oficial de R$ 6.999.
O DoorDash, aplicativo de delivery, processou 970 milhões de pedidos no 2º trimestre e gerou US$ 4,5 bilhões em receita, enquanto uma startup de pré-seed chamada Bites ganhou atenção do setor. Em agosto, restaurantes na Baía de São Francisco receberam um e-mail do DoorDash avisando que poderiam estar listados na plataforma da Bites sem consentimento, com alertas sobre termos, preços e padrões de serviço, além de possível falta de controle sobre menu e horários.
A Bites se apresenta como “AI native” e permite que clientes façam pedidos de restaurantes diretamente no ChatGPT, com entrega indo ao restaurante em vez de passar por uma plataforma de terceiros como a do DoorDash. A disputa também aparece no modelo de taxas: o DoorDash cobra comissões de 15% a 30% por pedido, enquanto a Bites divulga taxas simplificadas e uma sobretaxa fixa de US$ 1 por pedido, com impacto direto em preços e margens para restaurantes.
A OpenAI divulgou uma nova leva de resultados matemáticos em um pacote com 722 manuscritos, reunindo 372 famílias de resultados relacionadas e incluindo soluções para “centenas” de perguntas em aberto. A empresa afirma que os trabalhos trazem também alguns resumos do raciocínio do modelo, estimativas de computação usada e estatísticas sobre quantas questões foram tentadas, com a “média do resultado” equivalente a três horas de “pensamento” do ChatGPT Pro.
Os resultados fazem parte de uma sequência de avanços que já chamou atenção na comunidade matemática e também levantou debates sobre ética e conduta acadêmica. Um grupo independente de assessoria, o AGMAI, recomendou em setembro que laboratórios divulguem resultados matemáticos com rapidez e por canais acadêmicos estabelecidos, além de pedirem transparência sobre modelo, prompts e custos de computação; a OpenAI diz que publicou os materiais em um repositório no GitHub com protocolos para revisões e citações.
Uma diferença entre abrir a caixa de entrada e saber o que realmente exige atenção aparece quando mensagens curtas pedem decisões importantes ou quando outras tomam a tela toda para dizer algo que poderia ser resumido. Gmail e Outlook já incorporam recursos de IA para resumir conversas, sugerir respostas, criar rascunhos e organizar mensagens.
Além da escrita, as funções ajudam a priorizar e a lidar com tarefas repetitivas: a IA pode separar e-mails que exigem ação dos informativos, priorizar com base em remetente e conteúdo, gerar rascunhos a partir de comandos e sugerir respostas para confirmar horários e agradecer contatos. Também é possível pedir resumos por linguagem natural, revisar tom e clareza de rascunhos e executar ações como arquivar, mover, excluir, sinalizar e categorizar mensagens por comandos.
O Instagram começou a liberar nos Estados Unidos o Edits Assistant, um assistente de inteligência artificial dentro do app de edição de vídeos Edits. O recurso analisa o desempenho dos Reels de cada criador e aponta fatores que podem ter ajudado a manter (ou perder) a atenção do público.
O chatbot usa dados como visualizações, novos seguidores, retenção, curtidas e compartilhamentos, além de comentários, tendências do Instagram e interesses da audiência. Com isso, o criador pode pedir explicações sobre diferenças entre vídeos e receber sugestões de ganchos, roteiros, legendas e até áudios em alta; o assistente também pode comparar versões de “Trial Reels”.
A Nvidia anunciou um consórcio com mais de 100 empresas para enfrentar agentes de IA “rogues” e, nesse esforço, um nome chamou atenção pela ausência: a OpenAI. Apesar de não ter feito um compromisso público, um porta-voz da OpenAI disse que a empresa é favorável ao trabalho da Nvidia. A iniciativa, chamada Nvidia’s Open Agent Safety Platform, busca levar a tecnologia de segurança de agentes desenvolvida pela companhia para o ecossistema.
A plataforma inclui o OpenShell, software open source que cria um sandbox para impedir que agentes escapem, e também um monitoramento em nível de hardware com a Nvidia Sentry, executada em processadores BlueField-4. A Nvidia afirma que a implementação pode ser feita como uma atualização de software para quem já roda cargas em seu hardware mais recente, enquanto a adoção pode depender dessa camada proprietária. A OpenAI, por sua vez, está trabalhando em segurança de agentes com a Nvidia, incluindo o OpenShell.
O padre Paolo Benanti, conselheiro da Igreja Católica em temas de IA, criticou a forma como grandes laboratórios tratam o debate sobre segurança e controle dos sistemas. Para ele, a discussão sobre “superinteligência” e risco existencial pode desviar a atenção da necessidade de limitar e regular as empresas que desenvolvem a tecnologia, mantendo a ética fora das decisões internas das companhias.
Benanti defende “regulação democrática” e afirma que, quando um pequeno grupo de empresas define as regras da indústria, isso se parece com um “cartel”. Ele também cita propostas do setor, como avaliações obrigatórias por terceiros antes do lançamento e medidas contra processos como a distilação, além de destacar que o Papa publicou uma encíclica sobre IA pedindo colaboração internacional e desenvolvimento voltado ao bem comum.
A GPT–6 Astra conseguiu quebrar a cifra da máquina Enigma para a mensagem alemã MVUEH, enviada em 10 de julho de 1941 e que resistia a tentativas de solução desde 2005. O processo envolveu a criação de software em Python e C++ para simular a Enigma e uma Enigma Bombe, com foco no uso do “crib” ROSENOW ROSENOW para encontrar a chave e o texto em claro.
O resultado também revelou diferenças importantes em relação a outra mensagem do mesmo dia, SIPVX: MVUEH tem 82 letras e SIPVX 94, além de variações na configuração, como a ordem das rodas. O caso chama atenção porque Carter Leffer apenas orientou a IA a testar mensagens publicadas no Crypto Cellar Research e a GPT–6 Astra, segundo o relato, conduziu a quebra de forma autônoma, analisando logs e explorando detalhes relacionados a arquivos do Bundesarchiv.
Um painel científico da ONU alertou que governos precisam conter agentes de IA cada vez mais capazes antes que os riscos estejam totalmente compreendidos. O aviso aparece no primeiro grande relatório temático do Independent International Scientific Panel on AI, que analisa o caso de um hack envolvendo a Hugging Face associado a incidentes de IA noticiados no início do ano.
O documento defende que medidas de segurança não devem esperar explicações científicas completas sobre como e por que os incidentes ocorrem, citando o princípio da precaução. A ONU também reforça a necessidade de mais atenção e recursos para riscos emergentes de IA avançada, além de coordenação internacional para segurança e responsabilização, enquanto países adotam abordagens legais diferentes.
Em 10 de setembro, dois dias depois de o pesquisador Jacob Coxon alertar que a indústria de IA pode levar ao fim da humanidade, a NYC Democratic Socialists of America (NYC DSA) publicou no Instagram um carrossel criticando o “alarmismo” e o “hype” em torno da tecnologia. A postagem, feita pelo Tech Action Working Group, defendeu que essas narrativas desviam atenção de danos já vividos no presente e recebeu mais de 25 mil curtidas.
Enquanto parte do grupo questiona elevar preocupações teóricas sobre IA acima de problemas concretos, outros seguem a linha do senador Bernie Sanders, que trata a segurança da IA como ligada a riscos existenciais. O debate ganhou força em Washington e também gerou alianças e críticas, incluindo acusações de que a esquerda estaria se baseando em correntes associadas a “cultos” do apocalipse, enquanto defensores argumentam que é possível endereçar, ao mesmo tempo, danos atuais e futuros.
Uma caixa de entrada cheia não significa que todas as mensagens exigem atenção imediata. Entre e-mails de trabalho, avisos automáticos, newsletters e solicitações de colegas, identificar o que realmente precisa de resposta pode consumir parte da rotina. A inteligência artificial pode ajudar nessa triagem quando há critérios claros de priorização e categorias definidas para cada tipo de mensagem.
Ferramentas com IA podem reconhecer padrões no conteúdo para separar assuntos por prioridade, criar regras de classificação a partir de exemplos e resumir transcrições destacando decisões, tarefas, prazos e perguntas. Também é possível analisar sequências de mensagens para indicar quais exigem alguma ação e transformar a caixa de entrada em uma lista de tarefas, além de gerar primeiras versões de respostas com o tom desejado — sempre com revisão humana e conferência de dados antes do envio.
Um novo repositório chamado OpenArch disponibiliza implementações em Python/PyTorch de arquiteturas modernas de LLMs de código aberto, feitas do zero e organizadas uma por vez. O projeto reúne modelos baseados no catálogo de LLM Architecture Gallery, com escolhas estruturais como tipos de atenção, normalização, codificação posicional, roteamento de MoE e variações como MHA, GQA, MQA, RoPE e MoE denso ou esparso.
O objetivo do OpenArch não é competir com bibliotecas de produção, e sim facilitar o aprendizado com arquivos legíveis e comparáveis entre si. Implementações marcadas como ✅ podem ser usadas em forward passes, enquanto as marcadas como 🚧 ainda estão em construção; o repositório também incentiva contribuições para adicionar modelos, documentar decisões e criar testes de carregamento de pesos oficiais.
A inteligência artificial virou ponto de atenção nas Eleições Gerais de 2026 no Brasil, com uso tanto para checar notícias e criar conteúdos quanto para ampliar riscos durante o pleito. Pela primeira vez, a tecnologia aparece como protagonista no processo para eleger presidente, deputados, governador e senadores, e o TSE já definiu regras para o uso de assistentes, embora persistam preocupações com fake news.
O principal problema é a desinformação: conteúdos falsos podem ser produzidos em larga escala e distribuídos rapidamente, inclusive por meio de montagens de vídeo criadas em poucos segundos. Ao mesmo tempo, especialistas apontam que a IA também pode ajudar a combater boatos ao apoiar a verificação de informações e indicar fontes para consulta, além de ferramentas como o Gemini para identificar conteúdo gerado por IA e o Claude com marca d’água invisível em textos.
Um estudo sobre interpretabilidade mecanicista propõe um framework matemático para ajudar a “reverter” o funcionamento interno de transformers, com foco em modelos pequenos e simplificados. Os autores analisam transformers com duas camadas ou menos e apenas blocos de atenção, evitando MLPs, e dizem que a abordagem equivalente em termos matemáticos facilita entender os cálculos internos.
A pesquisa destaca a identificação de attention heads chamados “induction heads”, que conseguem explicar o aprendizado em contexto (in-context learning) nesses modelos. Embora o trabalho não aplique diretamente as descobertas a modelos maiores como GPT-3, os autores afirmam que a estrutura proposta e o conceito de induction heads devem continuar relevantes em modelos mais realistas, ainda que a engenharia reversa completa permaneça distante.
Uma sequência de e-mails de spam atribuídos a agentes de IA da iLands.app tem chamado atenção ao oferecer “pesquisa verificada” e “receipts” em troca de uma taxa, com mensagens que chegam em grande volume. O remetente é um bot chamado Leo Ashford, que se apresenta como um agente que faz arqueologia da web, checa informações em fontes primárias e escreve os resultados.
O relato também diz que, em três dias, foram recebidas mais de uma dúzia dessas mensagens, e que elas não trazem opção de cancelamento (unsubscribe). O texto afirma ainda que os e-mails parecem ter sido enviados via Amazon SES e cita a sugestão de denunciar a empresa à Federal Trade Commission (FTC), especialmente por tentarem competir com trabalho de freelancers.
O Kindle, e-reader da Amazon, passa a ser posicionado como um “santuário” contra distrações, com foco em ajudar leitores a manterem o tempo de leitura sem interrupções. Um estudo da própria Amazon citado na reportagem aponta que leitores brasileiros perdem mais de 25 horas por ano relendo e reprocessando trechos, com 67% relatando necessidade de reler páginas para compreender o texto.
A Amazon diz que o dispositivo aposta em personalizações como luz quente, ajuste de tamanho de letra e fontes voltadas a pessoas com dislexia, além de novas linhas lançadas no Brasil como o Kindle Colorsoft e o Kindle Scribe. A empresa também destaca recursos com IA, incluindo a possibilidade de resumir até 15 páginas e apoiar tarefas como busca de tradução e integração para facilitar o desenvolvimento de ideias.
A Meta fechou um acordo legal de cerca de US$ 18 bilhões que impõe mudanças no Facebook e no Instagram para proteger usuários menores de 18 anos. O acordo, aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, inclui limite padrão de duas horas diárias combinadas entre as duas plataformas, restrições de uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas, com auditoria independente para acompanhar o cumprimento.
A disputa vai além do valor do acordo ao colocar sob escrutínio como as plataformas são projetadas, incluindo algoritmos de recomendação e recursos de rolagem infinita que buscam prender a atenção. Com tribunais e reguladores testando a responsabilização das empresas por elementos do produto, as restrições podem afetar o modelo de negócio baseado em atenção e pressionar concorrentes a adotar salvaguardas semelhantes.
O designer australiano Felix Toohey ficou conhecido por transformar currículos em experiências físicas para cada empresa, como um currículo apresentado em uma bandeja de café com “latte art” para identificar seções. Apesar da repercussão e de um vídeo patrocinado inspirado na série “Ghosting Busters” com a Canva, o projeto ainda não resultou em uma vaga fixa, embora tenha aberto outras portas.
No Brasil, diretoras de RH apontam que um currículo criativo pode chamar atenção na primeira análise, mas não garante contratação. Elas alertam que formatos muito complexos, informações difíceis de localizar e elementos visuais podem ser ignorados por sistemas de recrutamento que usam inteligência artificial, recomendando manter uma versão convencional e adaptar conteúdo às exigências da vaga.
The Seattle Times e a Newsday entraram com ações judiciais contra a OpenAI e a Microsoft alegando que suas matérias teriam sido usadas para treinar inteligência artificial generativa. No processo, os veículos afirmam que a indústria jornalística pode ficar “quebrada além do reparo” e descrevem a IA como um sistema que “devora” conteúdo produzido por humanos e devolve cópias ou imitações derivadas. A ação também sustenta que produtos como ChatGPT e o Copilot são vendidos como geradores de conteúdo, mas funcionariam como “consumidores” desse material para objetivos comerciais.
O caso se soma a outras disputas envolvendo IA e direitos autorais: em 2023, o The New York Times já havia processado a OpenAI e a Microsoft por alegada violação de copyright, e outras publicações seguiram o movimento. A ação do Seattle Times chama atenção porque a Microsoft e a OpenAI teriam financiado projetos e programas de bolsas de jornalismo da organização. Em resposta, um porta-voz da Microsoft disse estar “surpreso” com a ação, mas afirmou que a empresa está aberta a conversar para buscar soluções para esse tipo de disputa.
Menus gerados por inteligência artificial têm chegado a restaurantes com ilustrações que parecem “perfeitas demais”, simétricas e suavizadas, levando clientes a desconfiar mesmo sem conseguir explicar o motivo. O problema aparece tanto em imagens claramente falsas quanto em versões tão comuns que só ficam estranhas quando observadas com mais atenção.
Especialistas apontam que modelos como LLMs e difusão aprendem padrões de conjuntos de dados voltados à “agradabilidade”, o que pode levar à homogeneização e ao “shave off the edges” (apagamento de arestas). A discussão também envolve efeitos como o “uncanny valley” em imagens de comida e o risco de convergência quando sistemas passam a reaproveitar saídas geradas por IA no próprio treinamento.
A discussão sobre produtividade com inteligência artificial tem chamado atenção para um ponto: o foco excessivo em ferramentas de IA pode ignorar o ambiente em que elas são usadas. O texto argumenta que não existe ganho maior do que uma cultura organizacional saudável, citando impactos como queda de segurança psicológica quando líderes sugerem que “não precisam de tantas pessoas”.
Também é destacado que, sem cultura e comunicação bem alinhadas, a produtividade tende a não acompanhar promessas de “10x” atribuídas a ferramentas específicas. Para melhorar qualidade e eficiência no uso de agentes que geram código, o conteúdo aponta a necessidade de uma “context layer” que forneça ao agente exatamente o que ele precisa, evitando loops de correção e desperdício de tokens.
O Google Workspace permite que o Gemini use informações de serviços como Gmail, Drive, Docs, Agenda e Chat para gerar respostas contextualizadas, e essa integração pode ficar ativada por padrão. Para impedir o acesso do assistente a essas fontes, o administrador do espaço precisa ajustar as configurações do Workspace. Mesmo com a integração habilitada, o uso dos conteúdos depende das permissões que cada usuário concede.
O Google afirma que os dados da organização não são usados para treinar modelos globais de IA nem compartilhados com outras organizações, e que o Gemini busca informações em tempo real no Workspace usando o sistema de indexação existente, em um fluxo conhecido como RAG. A empresa também destaca que respostas podem reunir conteúdos de diferentes arquivos e mensagens já acessíveis ao usuário, o que exige atenção em ambientes com exigências de privacidade e governança. Para desativar, o administrador deve acessar admin.google.com, entrar em “IA generativa”, ir em “Gemini no Workspace”, abrir “Fontes de Inteligência do Workspace” e desativar as ferramentas desejadas.
Empreendedores solo estão usando agentes de inteligência artificial para executar tarefas que antes exigiam equipes, como programação, marketing e atendimento ao cliente. Ben Cera, fundador da Polsia, relata que ferramentas de IA escrevem e corrigem código, respondem e-mails e automatizam partes da operação, enquanto ele fica com as decisões.
Em julho de 2026, a Polsia já tinha 10 mil clientes pagantes e seguia em direção a US$ 10 milhões de receita no ano, sem contratar funcionários, segundo o Wall Street Journal. Casos como a Base44, criada com apoio de agentes de código, e a ChatPRD, que usa nove agentes especializados, mostram como a automação acelera a criação e a operação, mas ainda exige revisão humana e atenção a riscos como segurança e responsabilidade por decisões.
Um “carnaval” de robôs em Xangai chamou a atenção de famílias durante um feriado público, com demonstrações que vão de um mini cachorro robótico fazendo truques até oficinas para ensinar crianças a fazer um robô quadrúpede subir escadas. O evento é organizado por um centro de P&D na periferia da cidade e reúne um hub com mais de 100 empresas que pesquisam, desenvolvem, fabricam e comercializam tecnologias e equipamentos robóticos.
Embora parte das atrações seja voltada ao entretenimento, a programação também destaca robôs com usos práticos, como um modelo capaz de preparar café e braços robóticos que tentam dobrar cestas de roupas. A exposição ganha relevância num momento em que o avanço de humanoides enfrenta desafios de segurança, custo e autonomia de bateria, enquanto empresas chinesas aceleram a divulgação de novos modelos em diferentes cidades.
O hedge fund focado em inteligência artificial Situational Awareness, que chegou a chamar atenção de Wall Street, enfrenta um mês difícil após a queda do setor de IA. Liderado por Leopold Aschenbrenner, ex-aluno da OpenAI, o fundo apostou pesado em investimentos ligados a IA e teve crescimento expressivo, mas o recuo no fim de julho apagou bilhões em valor. Agora, reguladores federais passaram a investigar a empresa.
Segundo o New York Times, a Securities and Exchange Commission (SEC) está enviando intimações a bancos que operaram com o hedge fund. As solicitações miram instituições que supervisionaram as negociações e que forneceram recursos para sustentar as operações, com orientação para preservar informações. A empresa afirma que vai cooperar com qualquer pedido regulatório e que não houve acusação de irregularidades.
ChatGPT, Grok e Google Gemini passaram a exibir rankings de candidatos à Presidência após solicitações simples feitas diretamente aos chatbots. A prática chama atenção porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que provedores de sistemas de inteligência artificial ranqueiem, recomendem, sugiram ou priorizem candidaturas nas eleições de 2026.
Nos testes do Tecnoblog, as respostas variaram conforme o comando: em uma pergunta mais ampla sobre os programas dos cinco principais candidatos, os resultados ficaram semelhantes, mas mudaram ao restringir a análise a áreas como saúde e economia. A Resolução nº 23.755, aprovada em março, determina que provedores não podem transformar solicitações do usuário em classificação ou preferência eleitoral, incluindo respostas automatizadas que indiquem favorecimento político-eleitoral.
O ChatGPT recebeu um plug-in para o Apple Messages que permite conectar a caixa de entrada do app ao chatbot. Com isso, usuários podem pedir ao ChatGPT para organizar, analisar ou editar mensagens diretamente, além de usar a integração também com Codex e ChatGPT Work para aplicações profissionais.
A integração inclui funções como sugerir mensagens de acompanhamento com base no que foi recebido no dia anterior, além de permitir solicitar a exclusão de mensagens, rascunhar textos e redigir envios em nome do usuário. A OpenAI afirma que o plug-in roda localmente no dispositivo e não cria um índice com o conteúdo das mensagens, mas o recurso levanta dúvidas de privacidade; a empresa também recomenda atenção ao que o ChatGPT faz e desencoraja aprovação persistente para manter a revisão antes do envio.
O Google lançou nesta quinta-feira (20) um simulado gratuito e interativo do Enem dentro do aplicativo do Gemini e no Modo IA da Busca. A ferramenta foi criada em parceria com a Akira Enem, edtech brasileira, e mira a preparação para a prova de 2026.
O estudante pode treinar questões de múltipla escolha em simulados completos ou por blocos de área, com acesso no celular e na versão desktop. Antes de começar, é possível ajustar dicas durante a resolução, feedback imediato de acertos e erros e a exibição de cronômetro; ao final, o Gemini entrega diagnóstico com pontos fortes e o que precisa de mais atenção, além de permitir revisão detalhada das questões erradas e um plano de estudos direcionado.
A preocupação com a inteligência artificial generativa em eleições ganhou força nos últimos anos, com previsões de uma avalanche de desinformação por meio de áudios e imagens realistas. Para Felix Simon, pesquisador da Universidade de Oxford, as evidências disponíveis até agora indicam que esse temor pode estar superestimado. Ele afirma que, para a IA ser eficaz na distorção do voto, seria necessária uma demanda não atendida por mais desinformação, o que não existe.
Simon também destaca que a disputa pela atenção do público é uma limitação central para qualquer estratégia de influência, independentemente da tecnologia usada. Segundo ele, conteúdos em campanhas nas redes sociais frequentemente servem para reforçar opiniões já formadas, e os resultados eleitorais entre 2023 e 2024 continuaram mais ligados a fatores econômicos, culturais, sociais e partidários do que ao uso de IA em escala esperada.
O Claude Code orienta como maximizar o valor de cada sessão para gastar menos tokens e evitar desperdício de contexto. A recomendação inclui limpar o histórico entre tarefas, iniciar novas sessões para reduzir contexto irrelevante e usar o prompt cache com atenção, já que ele expira após uma hora.
O texto detalha como a cobrança por token reflete o tempo de inferência e que tokens de saída custam cerca de 5x mais que tokens de entrada, além de explicar o papel do esforço (/effort) e do MAX_THINKING_TOKENS para controlar o quanto o modelo “pensa”. Também é mostrado que o prompt caching só funciona quando o início do pedido é idêntico ao que o servidor acabou de receber, evitando picos de custo ao manter a estrutura das requisições.